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26/03/2013

Higienização de caixas d’água



Um serviço essencial para a prevenção de doenças
 
Da mesma forma que precisamos manter a higiene pessoal e de nossa casa para prevenirmos doenças infecciosas, o consumo de água de qualidade é fundamental para a manutenção da saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhares de pessoas morrem diariamente vitimadas por água contaminada. E essa triste rea­lidade pode não estar longe de nós. De acordo com Angelo Freitas, diretor da empresa Angelo Freitas Saúde Ambiental, os operadores já encontraram desde cadáveres de animais até preservativos dentro dos tanques de empresas e condomínios.
 
     Tanque de PVC com
     resíduos 
normalmente   
     encontrados após alguns  
     meses sem limpeza


 
Após passar por modernos processos de tratamento, a água encanada é distribuída à população. Ao chegar ao destino final tem outro local de armazenamento: a caixa d’água. Esta deve ser corretamente higienizada e precisa ser mantida bem tampada. Esses cuidados são imprescindíveis, já que a responsabilidade da compa­nhia de água e esgoto é garantir a qualidade da água distribuída até as ligações, daí em diante, fica a cargo do consumidor. Por isso, é importante que os reservatórios estejam tão limpos quanto a água fornecida. 

O Ministério da Saúde determina através da portaria 518, padrões de potabilidade que devem ser fiscalizados por entidades sanitárias municipais. Segundo Lourenço Oliveira, coordenador da VISAMB (Vigilância em Saúde Ambiental da Se­cretaria Municipal), a prefeitura exerce essa função: “A portaria atribui deveres e obrigações às Secre­tarias Municipais de Saúde, entre elas exercer a vigilância da qualidade da água. A VISAMB realiza essa fiscalização, enviando para análise laboratorial amostras dos estabele­cimentos fiscalizados, 
onde se rea­liza a análise físico química e microbio­lógica. No caso de denúncia em condomínios, notificamos e autuamos o que está fora dos padrões”, resume Oliveira. Quanto à periodicidade, ele recomenda higienização a cada seis meses. Em reservatórios maiores, como os de condomínios, hotéis e shoppings, é preciso estar atento à norma NR33, de dezembro de 2006. "Nesses casos oriento que o serviço seja realizado por empresas com treinamento para espaços confinados”.
  
Manobras técnicas que o trabalho de limpeza dos tanques exige, como a dosagem do hipoclorito, a desinfecção dos instrumentos que descem e a própria segurança dos trabalhadores (que devem ser trei­nados para serviços em espaços confinados segundo a norma NR 33), direcionam para a contratação de empresa especializada na execução do serviço. Diferentemente de ou­tros estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, na Bahia ainda não existe uma norma regulamentadora para este serviço. Isso dá aber­tura para que síndicos, tentando economizar, utilizem os próprios funcioná­rios na tarefa. “Em um condomínio que utilizava os próprios funcioná­rios antes de nos contratar, nossa equipe retirou vassouras enferrujadas e latões do fundo do tanque, no entanto, os registros mais comuns no autosserviço são os acidentes de trabalho envolvendo serventes do prédio e água carregada de cloro”, pondera Angelo Freitas.
 
É imprescindível que o síndico contrate empresa capacitada para a tarefa e monte um calendário semestral de higienização, além de manter os tanques perfeitamente vedados e impermeabilizados, garantindo assim mais saúde aos que desta água dependem.



 

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