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28/03/2013

Respeito ao vizinho e conforto acústico

Por Débora Barretto


Uma boa convivência com os vizinhos é essencial para quem quer ter direito a paz em sua casa. Infelizmente, nem todos usam o bom senso e sobra para o síndico resolver problemas que podiam ser evitados. O excesso de barulho é um deles, motivo de muitos conflitos e até de brigas judiciais. Festas, animais, ensaios de banda, televisão e rádio ligado o dia todo são alguns dos maiores causadores de barulho. A solução geralmente está na Convenção do Condomínio, que dita as regras em relação ao que é ou não permitido em nome do sossego.
 
A redução do barulho envolve interferência técnica no espaço e, neste caso, a boa notícia é que as atuais normas de construção abriram espaço para que o consumidor possa exigir das construtoras um conforto acústico adequado. A Norma de Desempenho em Edificações Residenciais NBR 15.575 e a Norma de Níveis de Ruído para Conforto Acústico NBR 10152, ambas da ABNT exercem esta função e responsabilizam o projetista e Construtor pela falta de isolamento acústico, visto que transmissões sonoras indevidas são consideradas doenças construtivas.
 
Mesmo em construções anteriores às normas, é possível realizar adequações que confiram conforto acústico e acabem ou reduzam problemas de privacidade acústica. Ruídos transmitidos via aérea entre apartamentos de um mesmo andar como, por exemplo, a fala ou o som de um rádio, são possíveis de ser totalmente solucionados após as pessoas já estarem morando. As soluções acústicas são muito mais simples de serem executadas durante a obra, por isso a importância do consumidor cobrar isso da construtora no momento da aquisição do imóvel ou durante a ocupação.
 
Segundo a arquiteta Débora Barreto, especia­lista em acústica, a população tem o direito de exigir conforto acústico de acordo com o tipo de ambiente. “Com a nova revisão da NBR 10152, o nível máximo de ruído permitido em quartos é de 39dB. Ambientes destinados a eventos e entretenimento, como salões de festas, garage band, cinemas, academias e espaços gourmets demandam cálculos acústicos, objetivando evitar problemas entre condôminos”, explica Débora.
 
“Como Conselheira da Sociedade Brasileira de Acústica – SOBRAC, sempre defendi que conforto acústico tem relação direta com a qualidade de vida e saúde da população e nosso direito termina onde começa o direito do nosso próximo’, finaliza Débora.

 
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M.Sc. Arqª Débora Barretto é Especializada em Acústica nas Construções, Mestre em Engenharia Ambiental Urbana na área de Poluição Sonora e Gerente de projetos da Audium – Áudio e Acústica – debora@audium.com.br / 71 3334-1141


 

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