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Esquadrias acústicas: o maior aliado do isolamento acústico

SAIBA COMO ACABAR COM RUÍDOS E BARULHOS NOS APARTAMENTOS

Quem vive no meio urbano convive com ruídos que estão por toda parte: buzinas, freadas, carro de som, barulho de obras, motos, etc. A Organização Mundial de Saúde considera a poluição sonora um problema de saúde pública. E a melhor solução é investir na acústica para reduzir ou até mesmo eliminar os impactos desse poderoso e sério problema da sociedade. 

A exposição ao ruído, ainda que pareça normal, pode agredir o organismo, gerar reações que influenciam o humor, a atenção tanto no trabalho quanto em momentos particulares de leitura e descanso, e ainda causar perda auditiva. “O ruído ou barulho é todo som audível que se torna desarmônico à audição. Quanto mais intenso é o ruído e quanto maior é o tempo de exposição ao mesmo, mais nocivo se torna ao ouvido humano”, conta a Otorrinolaringologista, Larissa Rodrigues Nepomuceno.

   
Cortinas isolamento proacustica

De acordo com Débora Barretto, proprietária da AUDIUM, a esquadria costuma ser o ponto crítico no isolamento acústico de um ambiente, principalmente em edifícios. “E isso acontece por conta de inúmeras frestas que podem existir e não por conta do vidro. De modo geral, esquadrias comuns são muito vulneráveis a exposição dos ruídos. O som sempre passa por onde está mais frágil, em uma fachada. E o elemento mais frágil é a esquadria. Porém, em prédios é complicado fazer essa alteração na fachada, então, a solução é especificar uma outra esquadria por dentro”, explicou Débora que afirmou que sua equipe faz um estudo com orientação técnica para indicar a esquadria ideal em cada caso. 

Por menor que seja a fresta, o som sempre encontra o seu caminho para o outro lado e por isso, uma boa esquadria acústica, precisa vedar completamente. “Nas esquadrias de abrir, é importante que os batentes sejam emborrachados, e que a esquadria feche com pressão. Já, as esquadrias de correr são mais difíceis de isolar, mas já existe tecnologia capaz de melhorar o desempenho desse tipo de esquadria também”, contou a especialista.

“QUANTO MAIS INTENSO É O RUÍDO E QUANTO 
MAIOR  É O TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO MESMO,
MAIS NOCIVO SE TORNA AO OUVIDO HUMANO”

Larissa Rodrigues Nepomuceno

Otorrinolaringologista

Além de fechar as frestas, é necessário que todo sistema da esquadria seja isolante. “O isolamento do conjunto deve ser condizente com a fonte sonora, que se deseja isolar e com o nível de conforto que se deseja obter. Para ruídos de baixa frequência, fechar as frestas pode ser suficiente, mas para ruídos de alta frequência, esquadrias mais densas e espessas são necessárias”, revela Débora. 

E quando o assunto é dinheiro, Débora esclarece que tudo depende do nível de ruído a ser isolado e caso a redução de 10dB de ruídos provenientes do tráfego seja suficiente, uma solução bem econômica de ter o conforto sonoro é instalar a cortina acústica por dentro, principalmente nos quartos. 

Perda Auditiva
Segundo a otorrino Larissa Nepomuceno, o ruído intenso, que pode causar alguma perda de audição, está acima de 80 decibéis (dB) por um período de oito horas, em pessoas suscetíveis e expostas ao ruído cotidiano. “Para cada 3dB de intensidade sonora aumentado, a exposição ao ruído deve diminuir pela metade, ou seja, 83dB por apenas quatro horas de exposição. E 86dB por apenas duas horas e, aos 110dB, a exposição deve ser de apenas 28 segundos”, disse a otorrino Larissa. 

A perda auditiva também pode ser gerada por outra forma de ruído intenso, o chamado trauma acústico. “Através de uma exposição súbita e intensa, como nas explosões acidentais, nos casos de fogos de artifício, além de permanência prolongada em discotecas, proximidade de caixas de som em trios elétricos, e uso de fone de ouvido com intensidade de som muito elevada”, contou Larissa. 

“Essas perdas são causadas por lesão de células da orelha interna, que não são renováveis pelo organismo humano e, dessa forma, tornam-se irreversíveis, podendo haver necessidade de uso de aparelhos de amplificação sonora individuais (aparelho auditivo)”, explicou a otorrino.

“PARA RUÍDOS DE BAIXA FREQUÊNCIA, FECHAR AS FRESTAS
PODE SER SUFICIENTE, MAS PARA RUÍDOS DE ALTA FREQUÊNCIA,
ESQUADRIAS MAIS DENSAS E ESPESSAS SÃO NECESSÁRIAS”

Débora Barretto

Proprietária da Audium 

[ Case ] 

  


Recentemente, a empresa Audium realizou o projeto acústico no Fasano Hotel, que fica em frente à Praça Castro Alves, numa ladeira movimentada, que passa ônibus e carros constantemente. “Foram realizadas medições de ruído, para avaliar a demanda de isolamento nesse empreendimento e subsidiar os cálculos referentes a tipologia das esquadrias da fachada. Foram propostas soluções acústicas também para o restaurante, lobby, business center e casas de máquina. No entanto, a parte mais complexa do trabalho, foi detalhar e especificar as janelas dos quartos. O objetivo era que os hóspedes dormissem sem o barulho do trânsito, que passa bem em frente ao hotel”, revelou Débora. 

  

As janelas do Hotel Fasano deveriam ser semelhantes às esquadrias originais, por se tratar de uma edificação histórica e tombada. Portanto as janelas precisavam ser isolantes acústicas sem descaracterizar a fachada, ou seja, a forma, dimensões e formato tinham q ser iguais. “Tivemos que resolver muitos detalhes específicos e as janelas são de madeira maciça, com vidro insulado (duplo), batente duplo e o contorno é com borracha de vedação”, detalhou Débora.
 
Limite e orientações 
A atual lei do silêncio (5.354/98) estabelece que o volume permitido entre 7h e 22h é de 70 decibéis, e de 60 decibéis, das 22h às 7h. A multa varia de acordo com os decibéis e fica entre R$ 813 e R$ 135 mil. 

Segunda a NBR 10.152 da ABNT, os valores máximos aceitáveis dentro do ambiente “dormitório” é 40dB.

A fiscalização acontece mediante denúncia pelo Fala Salvador, no telefone 156, e através de um roteiro organizado em conjunto com a Polícia Militar, sobretudo nos locais com alto índice de violência.

Para os proprietários de equipamentos de som que queiram utilizá-los em eventos tradicionais, o procedimento é buscar licenciamento junto à Prefeitura. O alvará para utilização sonora só é expedido após vistoria ao local onde a atividade será exercida e após constatação de que o ambiente onde haverá emissão de sons e ruídos, possui condicionamento acústico adequado.

 
Carla Brayner, 18.ABRIL.2019 | Postado em Tecnologia
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