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Soluções eletrônicas evitariam mais arrastões em condomínios

As quadrilhas e criminosos estão utilizando cada vez mais táticas bem-pensadas para realizar arrastões e assaltos. Recentemente, em São Paulo, um grupo se passou por interessados na compra de um apartamento de alto padrão na zona sul da cidade.

O objetivo era ter acesso ao condomínio, então o grupo contatou uma corretora e fingiu ter interesse na compra de um imóvel, assim tiveram acesso ao espaço. A Secretaria de Segurança Púbica (SSP) aponta que os criminosos renderam o porteiro e demais moradores e roubaram quatro unidades.

O assalto, que durou cerca de uma hora e meia, remete à discussão da necessidade de melhoria na administração e também investimento em segurança eletrônica, que distancie o porteiro do contato com estranhos na entrada do prédio, o que pode dar maior garantia de vida aos condôminos e aos demais funcionários.

Nesse caso, Amilton Saraiva, especialista em segurança de condomínios da GS Terceirização, aponta a necessidade de cuidado por parte da administração do condomínio, como não deixar o corretor entrar sem um cadastro prévio, e nem os supostos compradores — segundo ele, essa ação exigiria uma documentação prévia dos envolvidos. "O proprietário tem que forçar uma situação nas administradoras que estão com o imóvel dele à venda, para que se faça uma pesquisa, vá mais de uma pessoa e crie uma estratégia de segurança", aponta.

Walter Ufo, especialista em tecnologia da MinhaPortaria.com, comenta que o que colabora para a eficiência de tal ação é ter à frente o ser humano, que fica com a vida em risco. "O ser humano é rendido, coagido, constrangido, pressionado e, acima de tudo, é humano, o qual zela pela sua própria vida", ressalta. Nesse contexto, a portaria remota poderia ser mais eficiente por não haver o contato físico no local da ocorrência, o que impossibilita a rendição de pessoas.

Ao todo, a quadrilha era formada por oito integrantes que, após a ação, levaram as imagens. Outro ponto que, diante da tecnologia oferecida por serviços de segurança eletrônica, poderia ser resolvido. No MinhaPortaria.com, por exemplo, tudo que se tange à imagem é armazenado na nuvem que, dentro da operação de portaria remota, é a essência da prestação de serviço — a entrega, o monitoramento e o armazenamento das imagens fica na nuvem, ou seja, por mais que fossem levadas, as imagens estariam salvas.
Carla Brayner, 03.MAIO.2019 | Postado em Segurança
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