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Agressão a porteiro

Um homem aparentando uns 50 anos foi filmado quando humilhava o porteiro do prédio onde mora, que não teria deixado a filha dele entrar no imóvel.
Ele questiona várias vezes, aos berros, porque o homem não deixou a filha entrar. E o funcionário, calmamente, diz que ela não tinha sido registrada na portaria.
Aos berros e palavrões contra o porteiro, o homem parece alterado e o xinga de “seu bosta”, “seu merda”.
O homem o ameaça, dizendo que da próxima vez que ocorrer situação similar, que ele volta na portaria e que os funcionários estão f.*
O porteiro tenta explicar que seguiu as regras do condomínio, e que a pessoa não ficou do lado de fora do edifício. Mas o homem o hostiliza ainda mais.
O vídeo, postado na noite deste sábado (4), numa conta no Twitter, não informa em qual cidade foi feita a gravação. O BHAZ tentou contato, via mensagem, com o autor da postagem, mas não foi autorizado a enviar texto pelo próprio aplicativo.
O vídeo foi visto por mais de 30 mil pessoas.
No fim da gravação, o vídeo mostra o homem pulando uma grade e indo em direção ao porteiro para agredi-lo fisicamente. O vídeo é finalizado.
Caso pode parar na Justiça
Não são raros os casos em que funcionários relatam agressões verbais dentro de condomínios. Quem falta com o respeito junto a um empregado pode responder na Justiça por seus atos.
Em 2016, a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal, por maioria, proferiu sentença a favor de indenização de R$ 3 mil a um porteiro que alegou ter sido humilhado por um morador do condomínio em que trabalha.
De acordo com informações do Jornal do Síndico, não se pode admitir situações como essas, de humilhação, chamamentos pejorativos ou qualquer tipo de ameaça a um profissional que se encontra em trabalho subordinado não ao condômino propriamente dito, mas ao condomínio regularmente constituído.
Em entrevista ao Jornal do Síndico, a psicóloga Mariana Sales afirma que o condômino com comportamento agressivo deve ser monitorado com atenção pelo síndico, pois pode trazer problemas.
“Quem toma uma atitude assim demonstra não levar em consideração as normas sociais e, portanto, não dar valor a regras. O condômino antissocial deve ser punido em cada uma das suas infrações, seja com multa, advertência ou o que for cabível para que isso seja coibido. Se ocorre um incidente de humilhação e ninguém se manifesta para evitar maior prolongamento, está se abrindo espaço para que ele repita o ato com outro funcionário ou um vizinho ou mesmo o próprio síndico”, diz a profissional.
Carla Brayner, 06.MAIO.2019 | Postado em Gestão
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