O crescimento da mobilidade elétrica no Brasil traz um novo desafio para os condomínios: a instalação de carregadores para veículos elétricos. Com a popularização dessa tecnologia, síndicos e moradores devem estar preparados para oferecer soluções seguras e eficientes de recarga. Mas como esse processo deve ser conduzido? Quais são as exigências legais e estruturais envolvidas?
Opções de Carregamento
Segundo Rafael Câmara, diretor de engenharia e inovações da Ledax Energia, os condomínios podem adotar duas abordagens para a instalação de carregadores:
• Carregador coletivo
Envolve a instalação de pontos de recarga compartilhados, reduzindo custos iniciais e facilitando a aprovação em assembleias.
• Carregador individual
Cada morador instala seu próprio equipamento, proporcionando mais comodidade e preparação para um cenário futuro com maior demanda de recarga simultânea.
Rafael Câmara
Diretor de engenharia e inovações da Ledax Energia
“Independentemente da opção escolhida, é essencial que a implantação seja feita por uma empresa especializada, garantindo a conformidade com normas técnicas e um sistema eficiente de rateio de cobranças, controle de carga e monitoramento da instalação”, conta Rafael.
Tipos de Carregadores e Custos
Os carregadores são classificados conforme a velocidade de recarga e a infraestrutura necessária:
• Carga lenta (Corrente Alternada - AC)
Mais comum e com custo entre R$ 10 mil e R$ 25 mil.
• Carga rápida (Corrente Contínua - DC)
Requer infraestrutura elétrica mais robusta e investimento entre R$ 60 mil e R$ 200 mil.
“A escolha do equipamento deve considerar a compatibilidade com o veículo, pois existem cerca de dez tipos diferentes de conectores no mercado. Para evitar riscos como sobrecarga e superaquecimento, recomenda-se o uso de dispositivos de proteção elétrica e sistemas de tarifação para medição individualizada do consumo”, alerta o CEO da Teknergia e Elektro BA Sustentabilidade, Gerson Sampaio, único engenheiro baiano entre os “100 Mais Influentes da Energia da Década”.
Com a crescente demanda, alguns condomínios estão transformando a recarga de veículos em uma fonte de renda extra, comercializando a energia dentro de um modelo regulado e aprovado em assembleia.
Gerson Sampaio
CEO da Teknergia Sustentabilidade
“A crise hídrica de 2024 reforça a necessidade de eficiência energética, pois apagões podem se tornar mais frequentes. Por isso, a eletrificação da frota deve vir acompanhada de investimentos em energia renovável e regulamentação adequada”, alerta Gerson Sampaio, CEO da Teknergia Sustentabilidade.
Países como a Noruega já possuem mais veículos elétricos do que movidos a combustíveis fósseis, e o Brasil segue essa tendência. Para condomínios, investir em carregadores elétricos agrega valor ao imóvel e impulsiona a mobilidade sustentável. No entanto, a modernização exige planejamento cuidadoso e adequação às normas para garantir segurança e viabilidade econômica.
Se seu condomínio está considerando essa modernização, vale a pena avaliar as opções disponíveis e contar com especialistas para uma implantação segura e eficiente. A mobilidade do futuro começa agora.
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