AS CONSEQUÊNCIAS LEVANTADAS PELA
AUDITORIA CONTÁBIL CONDOMINIAL DURANTE O COVID-19
As consequências deixadas pelo novo coronavírus, ainda não podem ser medidas. Por outro lado, já é possível diferenciar prédios bem geridos, daqueles que sempre negligenciaram a contratação de especialistas. Planejamentos e Planos de contingências nas áreas trabalhista, financeira e tributária são compulsórios; quem não os fez, saberá que isto mexerá com o caixa, com as contas correntes e com as aplicações existentes, e ainda, poderão trazer responsabilidades para os gestores.
Com base em trabalhos de Auditoria Preventiva Mensal, destacamos quatro áreas que foram impactadas e que podem deixar problemas para as finanças e a contabilidade dos condomínios por longo prazo:
1. INADIMPLÊNCIA: O controle nos recebimentos das quotas condominiais é fundamental para a edificação não ter um colapso financeiro, caso as despesas representem parte significativa do orçamento. Para isso, é essencial possuir um plano de arrecadação sólido e assessoria de cobrança especializada.
2. TRABALHISTA E TRIBUTÁRIA: As edificações que possuem uma contabilidade atualizada e atuante e/ou Auditoria Preventiva Mensal já tiveram ações realizadas desde 22/03/2020 como: contratos suspensos; redução da jornada de trabalho e salário, utilização de escalas de antecipação de feriados, controle de banco de horas e teletrabalho, redução do valor da guia do INSS, parcelamento do FGTS, dentre outros.
3. MANUTENÇÃO: Ausência do Plano de Manutenção e Inspeção Predial. Foi identificado que alguns prédios, principalmente acima de 5 anos, não tinham assessoramento técnico e que o corte de manutenções essenciais não deveria ser realizado.
4. FINANCEIRA E CONTÁBIL: Ações que provoquem reduções de custos podem ser implantadas para as áreas comuns e também para as unidades, como rever tarifas de energia, implantar a tarifa branca, gerenciar a água, realizar compras com descontos, etc. O canal de denúncias dos prédios com Compliance Condominial, apresentou queixas relacionadas à falta de uso de EPI dos colaboradores que envolve a gestão das compras, violência doméstica, roubos e furtos.
O “Novo Normal” já está exigindo de todos uma melhora na capacidade de comunicação, na utilização da tecnologia, na mediação de conflitos, no rigor da transparência e da Governança e, como condição sinequanon, uma prestação de contas, sem surpresas aos condôminos. A instabilidade financeira, também compõe o caos e a gestão de condomínios, precisa estar mais bem preparada para desafios futuros que certamente surgirão.
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