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Por: Vandilson Alves
Credito: freepick
Publicado: 19.12.2022
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É a xepa  da feira?

 

Qual seria o seu custo se você oferecesse seis meses do seu serviço gratuitamente para o seu cliente? Seja você síndico (a) profissional, contador(a), professor(a), advogado(a), trabalhador (a) CLT... do que você teria que abrir mão para entregar o seu serviço gratuitamente? 


Há anos, grandes empresas no segmento de elevadores usam do artifício de oferecer seis meses (ou mais) de gratuidade da mensalidade para atrair clientes que só visam preço baixo em seus contratos de manutenção. Ocorre que “preço” é diferente de “valor”. Preço é o que você paga. Valor é o que você recebe. Simples assim.


O ponto é: não existe almoço grátis.

 

Alguém paga a conta


Engana-se redondamente quem acredita que a empresa está arcando com o prejuízo: ela tem folha de pagamento, impostos, taxas, logística, infraestrutura, corpo diretivo, etc. 
Então, é o equivalente a acreditar em Papai Noel e nas histórias de príncipe encantado.


Nem precisa ser Sherlock Holmes para desvendar o mistério de quem paga o almoço!


A conta vai para o condomínio! Na grande maioria dos casos, a manutenção preventiva mensal – obrigatória por legislação municipal – é negligenciada, fazendo com que o equipamento seja gradativamente sucateado e o aumento dos problemas (paralisações, quebras, acidentes) seja o preço mais caro pago pelo síndico e pelas centenas de condôminos. Em geral, essas empresas trabalham com a relação de 1 (um) técnico para 120-150 elevadores. O dobro do número aceitável para uma manutenção preventiva mais criteriosa e efetiva.

 

O canto da sereia


Há um segundo aspecto bem pouco digno: seduzir os clientes com o canto da sereia da “gratuidade de várias mensalidades” é o grande trunfo para impedir que outras empresas se consolidem no mercado.


Nesse ponto, mais uma vez, o cliente paga a conta: o que regula o preço e a qualidade do serviço é, antes de tudo, a concorrência. O monopólio só interessa às grandes empresas para que essas controlem o mercado, minando as chances das empresas especializadas, porém, de menor porte.


O mais grave nisso tudo é que, elevador transporta VIDAS, além de ser o patrimônio de maior valor dos condôminos. Mas, já que é a xepa da feira, o condomínio mal pode reclamar, afinal... “a cavalo dado não se olha os dentes”.

Fonte: Site de Noticias 1

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