Os inúmeros conflitos que acontecem na sociedade são de cunho político, social, econômico e cultural. E uma das alternativas para resolução desses conflitos é a Mediação Comunitária, que em parceria com o policiamento local possibilita a promoção e a democratização do acesso à justiça, restituindo ao cidadão e à comunidade a capacidade de gerir seus próprios conflitos de maneira participativa, autônoma e emancipatória.
Um estudo feito por Edna Nunes, advogada, mediadora e especialista em Gestão e Políticas em Segurança Pública pela UFBA, revelou que 100% dos entrevistados declararam que a busca pela Base Comunitária de Segurança (BCS) do seu bairro é freqüente. “A BCS promove a convivência pacífica, melhorando a integração das instituições de segurança pública com a comunidade local e reduzindo os índices de violência e criminalidade”, declarou Edna.
A BCS reduz os conflitos com a mediação. “A mediação visa possibilitar um meio de solucionar conflitos, interligando as necessidades da comunidade ao policiamento local. É fundamental a participação da polícia comunitária como mediadora das ações preventivas com vistas na segurança da comunidade”, ressalta Edna Nunes, que afirmou que em Salvador, existem 11 BCS instaladas.
Segundo a pesquisa realizada por Edna, nos bairros de Fazenda Coutos, Uruguai, e Calabar, o alto índice de agressão está relacionado à violência doméstica e entre vizinhos. “Foram citados diversas vezes pelos entrevistados, como um dos principais motivos de agressão, os casos de violência doméstica contra a mulher”, contou Edna.
A base instalada no bairro Fazenda Coutos, subúrbio ferroviário de Salvador, beneficia 32 mil moradores da região, dividida em três grandes áreas – Fazenda Coutos I Fazenda Coutos II e Fazenda Coutos III. “O trabalho dos policiais militares resultou na diminuição de cerca de 70% das ocorrências no bairro, proporcionando tranquilidade à população”, disse a Capitã Lílian Carvalho, comandante da Base Comunitária de Fazenda Coutos.
“Atualmente, as bases comunitárias de segurança são conhecidas como o endereço de referência profissional dos polícias militares encarregados da prevenção comunitária e do policiamento ostensivo e quando esses policiais estiverem lotados nas referidas bases, deverão proceder ao atendimento normal de ocorrências e prestação de informações e outros serviços, atuando conjuntamente com as diversas modalidades de policiamento desenvolvidas pela Corporação”, contou a Capitã.
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