Você sabia que qualquer atividade realizada acima de dois metros já é considerada trabalho em altura e está sujeita a normas específicas de segurança? Essa informação, muitas vezes ignorada no dia a dia dos condomínios, pode ser decisiva para evitar acidentes graves, prejuízos financeiros e até processos jurídicos. No episódio do Cadê o Síndico Podcast, o engenheiro civil Fred Borges, diretor da L&S Engenharia, trouxe orientações práticas sobre como síndicos e administradores devem lidar com esse tipo de serviço.
De acordo com Fred, um dos pontos centrais é o uso dos sistemas de ancoragem, que garantem proteção adequada para trabalhadores que atuam em locais elevados, como na limpeza de fachadas, instalação de estruturas metálicas ou manutenção predial. “Não basta apenas ter o equipamento. É fundamental que ele esteja em conformidade com as normas e seja revisado tecnicamente antes de cada uso”, explicou o engenheiro.
O alerta vai também para os riscos de improviso. Muitas vezes, empresas ou prestadores de serviço utilizam métodos inadequados, que podem até reduzir custos momentâneos, mas colocam em risco a vida dos colaboradores. “Quando há acidentes, o condomínio não apenas arca com o impacto humano, mas também pode enfrentar processos, indenizações e responsabilização criminal do síndico ou administrador”, destacou Fred.
Fred Borges
Diretor da L&S Engenharia
Para evitar esses problemas, a recomendação é clara: contratar empresas qualificadas e com certificações válidas. Isso garante que todos os profissionais envolvidos estejam treinados, equipados corretamente e amparados por procedimentos de segurança. Além disso, síndicos e administradores devem exigir documentação que comprove a regularidade dos serviços, como ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) e laudos de inspeção.
O cumprimento das normas de segurança em trabalhos em altura traz benefícios que vão além da proteção dos colaboradores. Um ambiente seguro transmite confiança aos moradores, evita passivos trabalhistas e valoriza o próprio patrimônio do condomínio. “Segurança não é gasto, é investimento”, reforça o diretor da L&S Engenharia.
No contexto atual, em que a manutenção predial se torna cada vez mais frequente, síndicos e gestores precisam compreender que cuidar da integridade física de quem executa o serviço é também proteger a coletividade. Afinal, segurança em altura começa a partir de dois metros, mas os impactos de negligenciá-la podem ser incalculáveis.
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