Existe uma lenda urbana que ronda os sentimentos de quem está prestes a viver um período de reforma: o temor de que os prazos nunca sejam cumpridos. Essa é uma realidade em muitos condomínios do Brasil.
O surgimento de novas situações ou intercorrências podem acontecer, mas ainda assim, diante dos fatos, quem vive a realidade de obras é capaz de gerenciar a questão e recalcular a rota. “Com tantas outras questões interligadas, fatos inesperados podem surgir, mas é justamente pela experiência que trazemos em nossa bagagem que conseguimos resolver problemas para que esse tempo não seja praticamente alterado”, explica a arquiteta Júlia Guadix.
Júlia Guadix
Arquiteta
De acordo com a arquiteta, é preciso respeitar as etapas para que tudo ocorra de forma fluida. O primeiro passo para uma obra que anda bem, é ter um bom planejamento: “Um projeto bem conduzido deixa o cliente seguro das decisões que vai tomando e isso diminui consideravelmente as alterações solicitadas ao longo da obra”.
Os orçamentos são a primeira etapa da obra. “É imprescindível saber quanto vai custar a obra para o condomínio poder priorizar os recursos. É necessário levantar todos os gastos necessários antes de iniciar a reforma”, informa a engenheira Juliana Biazin.
Tendo o panorama completo dos custos da obra, é possível reespecificar ou cortar algum item ou até mesmo programar a execução da obra em fases, de acordo com as possibilidades financeiras dos clientes. “O importante é ter estes dados antes de comprometer o orçamento, para evitar obra parada ou endividamento não previsto”, alerta a arquiteta Júlia Guadix.
Juliana Biazin
Engenheira
O síndico precisa se atentar que ao identificar a necessidade de uma reforma, deve se cercar de profissionais capacitados. “O conhecimento que temos nos permite trabalhar com um planejamento real, levando em consideração os custos, quantidade de materiais e especificidades do trabalho, tornando o processo assertivo e organizado”, explana a arquiteta Júlia Guadix, responsável pelo escritório Studio Guadix.
Para determinar o tempo investido em cada tarefa, leva-se em consideração os itens listados no orçamento para cálculo da atividade por meio da análise entre volume de serviço x a produtividade média. E é justamente a vivência em obra que determina o indicador presumido pelo profissional de arquitetura ou engenheiro responsável por montar o cronograma da obra.
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